Nota à comunicação social
7 de Janeiro, 2026
Os CTT – Correios de Portugal anunciam que o seu CEO, João Bento, tendo completado 65 anos, decidiu, conforme o seu plano pessoal, terminar a sua carreira executiva no final do atual mandato do Conselho de Administração dos CTT, concluindo assim as suas funções na próxima Assembleia Geral Anual, a 30 de abril de 2026.
No quadro da política de sucessão vigente, foi desenvolvido um ponderado processo de seleção que culminará com a proposta de um grupo de acionistas incluindo o Grupo Manuel Champalimaud, Indumenta Pueri, Greenwood Investors e Grupo Sousa, para que Guy Pacheco seja eleito na próxima Assembleia Geral Anual como CEO e João Sousa como CCO para o mandato 2026-28. A Comissão Executiva dos CTT manterá assim um núcleo de executivos já envolvidos na definição e execução da estratégia dos dois últimos mandatos.
“Sinto-me muito honrado, privilegiado mesmo, por ter tido a oportunidade de conduzir os CTT ao longo desta fase da sua vida. Há muito que decidira terminar funções executivas aos 65 anos, e apenas uma sensação de missão não-cumprida me teria feito alterar tal decisão. Felizmente, não só não é o caso, como também está assegurada a sucessão de forma muito sólida, pelo que partirei sentindo-me muito realizado com o que ajudei a fazer e muito tranquilo quanto ao futuro da empresa e da sua liderança”, afirma João Bento, CEO dos CTT.
Já Raul Galamba, Presidente do Conselho de Administração dos CTT, revela que "tendo o João Bento tomado a sua decisão de deixar funções executivas, importa sublinhar o seu enorme contributo para que os CTT sejam agora uma empresa renovada, com ambição e perspetivas de liderança no mercado Ibérico de logística de e-commerce.”
“Ao longo dos últimos meses, foi levado a cabo um ponderado processo no âmbito da Política para a Seleção, Avaliação e Sucessão dos Membros dos Órgãos de Administração e Supervisão dos CTT que culminará com a proposta do Guy Pacheco como CEO dos CTT para o mandato 2026-2028, mantendo-se o João Sousa como CCO. Temos já identificado um novo CFO, que será anunciado em breve. Confiantes nesta proposta, reafirmamos a ambição e os objetivos divulgados no nosso Capital Markets Day de novembro passado", acrescenta o ‘chairman’ dos CTT.
Os acionistas de referência Manuel Champalimaud, Steven Wood e Luís Sousa subscrevem a seguinte declaração: "Expressamos o nosso profundo agradecimento pela dedicação e competência demonstradas pelo João Bento no desempenho das suas funções à frente dos CTT ao longo de quase sete anos. A transformação que levou a cabo, em conjunto com a equipa de gestão, faz hoje dos CTT um relevante player ibérico e uma aposta segura para o futuro. Desejamos ao João as maiores felicidades".
João Bento foi nomeado para o Conselho de Administração dos CTT a 20 de abril de 2017, como administrador não executivo, e tornou-se CEO a 22 de maio de 2019. Durante o seu mandato como CEO dos CTT, liderou um ciclo de transformação profunda e bem-sucedida da empresa, que passou de um operador postal português para um player líder em logística na Península Ibérica.
Algum dos marcos-chave deste ciclo incluem a reabertura de todas as lojas encerradas em sedes de concelho; o turn-around do negócio de Expresso & Encomendas em Espanha; a defesa da necessidade de uma nova lei postal e o consequente novo contrato de concessão do serviço público de correio; o crescimento e consolidação do Banco CTT e o estabelecimento da parceria de capital com a Generali; a criação de uma Divisão de Engenharia na sequência do desenvolvimento e expansão dos cacifos Locky; a aquisição da Cacesa e o estabelecimento da parceria de joint venture com a DHL.
Como resultado, entre 2018 e 9M25[1], as receitas e o EBIT recorrente dos CTT cresceram a um ritmo médio[2] de, respetivamente, 8,5% e 7,5% e o negócio de Expresso & Encomendas tornou-se aquele que mais contribui para as receitas e para o EBIT recorrente – 47% e 46% –, e para o crescimento. Durante este período, os CTT ainda estabeleceram uma política clara de remuneração acionista e concretizaram três programas de recompra de ações, totalizando 11% do capital social anterior.
Guy Pacheco foi nomeado para o Conselho de Administração dos CTT em dezembro de 2017 como CFO[3]e, desde então, desempenhou um papel fundamental no percurso da empresa, estando diretamente envolvido na definição e execução das decisões estratégicas, operacionais e de afetação de capital dos CTT ao longo de dois mandatos de gestão completos. Como CFO, é responsável pelo planeamento e controlo, contabilidade e fiscalidade, gestão de instalações, compras, imobiliário, finanças corporativas e relações com investidores. No entanto, o seu âmbito de atuação vai muito além das funções financeiras estritas, cobrindo capacidades empresariais que são chave para a criação de valor dos CTT, escalabilidade e competitividade de longo-prazo, incluindo sistemas de informação, engenharia e manutenção, estratégia de operações, e transformação. É também administrador não executivo do Banco CTT desde 2018.
A equipa executiva vai manter um elevado grau de continuidade com os últimos mandatos. Em particular, João Sousa, que tem liderado a estratégia e execução comercial tanto do Correio & Serviços como as Soluções de Comércio Eletrónico, será também reconfirmado. João Sousa desempenhou um papel fundamental na transformação dos CTT, nomeadamente ao incutir uma mentalidade de vendas proativa, ao mesmo tempo que impulsionou o reforço do portefólio de produtos da Empresa, melhorando assim o posicionamento de mercado e as suas vantagens competitivas. No âmbito da Política de Seleção e Avaliação da empresa, foi selecionado um novo CFO que será comunicado oportunamente, assegurando-se, assim, a adequada transição na liderança financeira.
Os três executivos irão ser propostos para eleição na próxima Assembleia Geral Anual para o mandato 2026-28 pelo grupo de acionistas mencionado acima.
Neste contexto, os CTT reafirmam com firmeza a estratégia e a ambição financeira divulgadas no seu mais recente Capital Markets Day, realizado a 4 de novembro de 2025.
[1] Últimos 12 meses terminados a 30 de setembro de 2025
[2] TCAC (“Taxa de Crescimento Anual Composta”)
[3] Anteriormente aos CTT, Guy Pacheco teve uma vasta experiência e perfil transformador em funções relacionadas com a transformação estratégica do setor das telecomunicações e dos negócios digitais, tanto a nível nacional como internacional, tendo trabalhado entre 2001 e 2017 em mercados marcados por um contexto regulatório, tecnológico e competitivo desafiante, tendo estado, entre 2007 e 2011, especialmente envolvido em projetos de transformação e melhoria contínua.